Ter uma Consciência e Ser Consciente

São duas coisas muito diferentes…
Uma Consciência todos temos. É o nosso grilo falante, o diabinho e anjinho em cada ombro, é a capacidade que temos de refletir sobre as coisas e atribuirmos um significado/julgamento/ponderação/valor positivo ou negativo. Depende dos conceitos morais e valores que temos. As religiões, filosofias espirituais, livros de auto-ajuda oferecem-nos os seus códigos de valores que pretendem guiar o Ser Humano na sua caminhada nesta Terra. Tendo em conta a quantidade assombrosa de livros espirituais e pseudo espirituais, e a moda de se “ser espiritual” é fácil de nos convencermos de que se lermos uns quantos livros que passamos a ser Conscientes. Um ou dois cursos de fim de semana e já está. Lemos uns artigos online que nos dizem que a Terra está num momento de Ascensão coletiva, que o ser iluminado diz umas coisas muito bonitas e cheias de corações e sentimo-nos bem, já está, super conscientes e quase iluminados! 
Ser Consciente é algo que nunca acaba, quase diria que nunca és Consciente, vais sendo, tens momentos. Ser Consciente não é uma coisa bonita ou agradável, é ver aquilo que É, quando é bonito e quando é feio. Ser Consciente é algo interno que não se aprende em livro nenhum, é uma escolha, diária, constante. É uma “batalha” interna contra a ignorância daquela que é a tua verdadeira Essência. Dá trabalho, muito trabalho. Quanto mais Consciente de ti conseguires ser, mais humilde tenderás a ser, porque sabes que o que conquistaste ainda não raspa a superfície do que há a fazer, e que aquilo que conquistaste é teu por mérito e valor. 
Consciência, todos temos, capacidade para sermos Conscientes também, vontade de se dar ao trabalho interno que isso implica - além cursos, terapias, livros, palavras bonitas - isso já depende daquela que é a dádiva mais mal gerida da Humanidade (sim, aquela que está a levar o Planeta à falência no que nos diz respeito), o livre arbítrio. As filosofias yogicas apontam o caminho e dão-nos as ferramentas, mas no final de contas, sabemos bem quem a escolha é nossa, e só nossa. Ou erramos e aprendemos, ou enfiamos a cabeça na areia. Escolhas.

Diana